O Flamengo venceu porque foi mais Flamengo. Desde o começo, o time entrou ligado, pressionando, jogando no campo do Botafogo e mostrando que clássico se ganha no controle do jogo. A marcação alta funcionou, o adversário teve dificuldade pra sair jogando e o gol do Paquetá foi consequência disso. Ele aparece bem, pisa na área e mostra que entende o momento e a camisa que veste.
O problema é que o Flamengo não resolveu quando podia. Criou chances, chegou com frequência, mas faltou capricho. E todo flamenguista sabe: quando não mata o jogo, o castigo vem. Veio. No segundo tempo, o Botafogo cresceu, ganhou confiança e empatou numa bola parada, onde a defesa vacilou e pagou caro.
Aí o jogo ficou tenso. O Flamengo perdeu um pouco a mão, errou passes simples e deu espaço. Mas aí entra a diferença de quem está acostumado a decidir. A entrada do Cebolinha mudou o ritmo. O time voltou a atacar com mais velocidade, empurrou o Botafogo pra trás e retomou o controle, mesmo sem fazer um grande segundo tempo.
E quando parecia que ia ser sofrimento até o fim, o Flamengo resolveu do jeito que deu. Bola aérea, Pulgar subindo mais que todo mundo e gol. Gol de alívio, de classificação, de time que sabe competir. Não foi goleada, não foi espetáculo, mas foi vitória em clássico — e isso é o que importa.
No fim, fica a sensação clara: o Flamengo ainda tem coisa pra ajustar, principalmente na hora de matar o jogo, mas mostrou força mental e poder de decisão.
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