Flamengo x Lanús: muita posse, pouca alma e um castigo que a gente viu se desenhar

 

 

Como torcedor do Flamengo, é impossível sair desse jogo sem aquela mistura de frustração e revolta. Desde o apito inicial, o Flamengo teve a bola, ficou mais tempo no campo ofensivo e tentou controlar a partida. Mas controlar não é dominar — e ficou claro logo no primeiro tempo.


Mesmo com mais posse, o Flamengo não conseguia machucar. A bola rodava, rodava… e parava. Faltava intensidade, faltava infiltração, faltava chute. Enquanto isso, o Lanús, mesmo com menos bola, parecia sempre mais perto de marcar. As chances mais perigosas foram deles, e isso já ligava o sinal de alerta.


Desde o começo, o Lanús fez o que quis com o ritmo do jogo. Picotou a partida, fez falta atrás de falta, esfriou qualquer tentativa de pressão rubro-negra. E o pior: o Flamengo caiu nessa armadilha. Em vez de acelerar, de pressionar, de empurrar o adversário pra trás, aceitou o jogo travado.


No segundo tempo, a sensação foi ainda mais angustiante. O Flamengo seguia com a posse, mas não finalizava. Quando chegava perto da área, errava a última decisão. Parecia um time sem fome de gol. E em jogo decisivo, isso custa caro.


Aos 77 minutos, veio o castigo que todo torcedor já sentia que estava amadurecendo. Castillo marcou para o Lanús. Um gol que doeu não só pelo placar, mas porque foi a confirmação de tudo que vinha acontecendo desde o primeiro tempo: quem foi mais eficiente levou.


Sai daquele jogo com a certeza de que posse de bola não ganha Recopa. Falta intensidade, falta agressividade e, acima de tudo, falta entender que camisa pesa, mas só pesa quando quem veste honra cada dividida. Se quiser reverter esse cenário, o Flamengo vai precisar jogar muito mais — com bola, sem bola e com alma.

Comentários