Clássico é detalhe. E o Fluminense soube jogar com ele.
O primeiro tempo começou equilibrado, com as duas equipes se estudando, trocando passes, tentando não errar. Mas clássico não perdoa quem baixa a intensidade. Aos poucos, o Fluminense foi empurrando o Vasco para trás, ocupando melhor os espaços e controlando o ritmo. Até que, aos 31 minutos, Kevin Serna apareceu no momento certo para abrir o placar. Um gol que premiou quem foi mais lúcido.
No segundo tempo, o roteiro parecia mudar. Um erro em jogada ensaiada do Fluminense gerou contra-ataque, Bernal puxou Adson e acabou expulso aos 51. Ali o jogo virou psicológico. Com um a mais, o Vasco ganhou campo, fez alterações ofensivas e passou a empilhar bolas na área.
Mas pressão sem eficiência é barulho. O Vasco teve volume, teve presença, mas faltou clareza na finalização, faltou capricho no último passe. O Fluminense, mesmo com dez, soube sofrer. Fechou espaços, ganhou tempo e jogou com o regulamento.
No fim, a vantagem é tricolor. Pequena no placar, grande na estratégia. Em mata-mata, saber sofrer também é virtude.
A federação tem que colocar esses jogos decisivos semi final e final , jogo único ou seja mata a mata . Tem mais emoção.
ResponderExcluir