CRÔNICA DO JOGO - SANTOS 2 X 1 VASCO: Derrota que escancara fragilidades e levanta dúvidas sobre o futuro
Tem jogo que dói mais pelo que ele escancara do que pelo resultado. E o 2 a 1 na Vila Belmiro foi exatamente isso.
O primeiro tempo até foi equilibrado no papel, mas o Vasco, mais uma vez, não passa segurança nenhuma. A defesa é frágil, desorganizada, qualquer bola nas costas vira um susto. E foi assim que Neymar abriu o placar: contra-ataque, espaço, liberdade demais. O Vasco ainda conseguiu reagir com Barros, após boa jogada de Andrés Gómez, mas nem o empate disfarçou o problema. Teve discussão, nervos à flor da pele, e um time que já parecia emocionalmente instável.
No segundo tempo, o roteiro se repetiu. Jogo parelho, mas bastou mais uma falha defensiva para tudo ruir. Neymar — que ainda não tinha marcado em 2026 — fez dois logo contra o Vasco. Recebeu sozinho, encobriu Léo Jardim e decidiu. Coincidência? Talvez. Mas contra uma defesa que não impõe respeito, atacante ganha confiança.
O mais preocupante é que o time é feio de assistir. Erros de passe, pouca criatividade, dificuldade para se impor. A estreia do Cuiabano também não empolgou. Faltou impacto, faltou personalidade.
E fica a pergunta: o problema era só o Diniz? Eu acho que ele era parte dele, sim. Mas está claro que a troca no comando não resolve tudo. Ainda tem muita coisa errada para ajustar — principalmente atrás.
Agora é respirar, procurar um técnico que realmente organize o time e tentar reconstruir alguma identidade. Porque, do jeito que está, o Vasco não transmite confiança… e a torcida já está cansada de promessas.
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